2 de novembro de 2008

Servico Biblico Latino Americano

Domingo, 2 de novembro de 2008
COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

Santos do Dia: Acindino, Elpifédoro, Pegásio e Companheiros (mártires da Pérsia), Ambrósio de Agaune (abade), Amigo de Rambara (monge), Eustóquia de Tarso (virgem, mártir), Jorando de Kergrist (eremita), Jorge de Viena (bispo), Justo de Trieste (mártir), Marciano de Chalcis (eremita), Teódoto de Laodicéia (bispo), Vitorino de Pettau (bispo, mártir), Vulgânio de Lens (eremita).

Primeira leitura: Jó 19, 1.23-27.
Eu sei que o meu Redentor está vivo.
Salmo responsorial: 26, 1.4.7-9.13-14.
O Senhor é minha luz e salvação.
Segunda leitura: Romanos 5, 5-11.
Justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira por ele.
Evangelho: Jo 6, 37-40.
Quem crê no Filho terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.

As grandes cidades são como jardins de vida. A vida é especialmente a humana, com todas as suas manifestações. Sobre esses jardins de vida se levanta dominadora a morte. Nem indivíduos, nem coletividades, nem instituições logram escapar de seu domínio. Todo o humano está condenado a morrer. E quanto mais florescente seja a vida, mais trágico será o espetáculo quando por ela passe, com por um campo de batalha, a morte. A vida é uma luta sem trégua contra a morte. Comer, beber, cuidar-se são operações táticas que não evitam, contudo, a morte. A morte domina a vida. É o que parece.

Os grandes cemitérios representam o reino da morte. Mas sobre eles se levanta, dominadora, a vida. O destino do homem não é nem pode ser a morte. Seu destino é a vida. Nada mais certo para os homens que a certeza da morte; nada mais certo para o cristão que a existência da vida depois dessa morte. "O que crê em mim, ainda que morra viverá" (João 11,25). É a palavra de Jesus pronunciada numa ocasião solene, antes de despojar a morte de sua presença na pessoa de Lázaro, primícia e argumento da ressurreição de todos os crentes.

Embora todo ser vivente esteja chamado a morrer, sobre a morte domina a vida. O cristão tem uma firme persuasão: a existência da alma imortal e a ressurreição dos corpos no último dia. O homem, criado à imagem de Deus, é também eterno em seu destino. E como Deus é pai, o destino de seus filhos é compartilhar de sua felicidade para sempre.

O cristão sabe, além disso, que há alguém que venceu a morte. Jesus Cristo enfrentou-a, e se deixou engolir por ela para vencê-la. A morte não pôde retê-lo no sepulcro. Ele era a ressurreição e a vida. Era também a cabeça. Por isso todos os que o seguem na comitiva dos fiéis são também mais fortes que a morte.

Cristo não se contentou com o triunfo sobre a morte, removendo a pedra do sepulcro; quis batizar e transformar a morte para nos dar por ela nova vida.
Jesus fez passar a morte da categoria de necessidade à da liberdade. O cristão é um homem configurado com Cristo, destinado a seguir seus passos na vida e na morte. A condição do cristão é mortal, mas a fé o obriga a desejar a chegada do momento em que possa exclamar: "Vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22,20).

Hoje é também a festa dos fiéis defuntos. É continuação e complemento da de ontem. Junto a todos os santos já gloriosos, queremos celebrar a memória de nossos defuntos. Muitos deles formaram parte, sem dúvida, dessa "imensa multidão" que celebramos ontem. Mas hoje não queremos rememorar sua lembrança enquanto "santos", mas enquanto defuntos.

É um dia para apresentar diante do Senhor a memória de todos os nossos familiares e amigos ou conhecidos defuntos, que talvez durante a vida diária não pudemos estar recordando. Não podemos viver centrados exaustivamente numa recordação, por mais que sejamos fiéis à memória de nossos seres queridos. Acabamos esquecendo nossos defuntos, ao menos no curso da vida comum.

Por isso, este dia é uma ocasião propícia para cumprir com o dever de nossa recordação agradecida. É uma obra de solidariedade orar pelos defuntos.
Pode ser boa ocasião para fazer uma catequese sobre o sentido da oração de petição a respeito dos defuntos, para o que sugerimos esquematicamente alguns pontos:
- o juízo de Deus sobre cada um de nós está sobre a base de nossa responsabilidade pessoal, não fundamentada em outras influências (uma oração de intercessão que atuaria como "elo, ligação, recomendação, padrinho, pagamento");
- Deus não precisa de nossa oração para ser misericordioso com nossos irmãos; nossa oração não acrescenta nada ao amor infinito de Deus;
- não rezamos para fazer Deus mudar de opinião, mas para nos mudarmos a nós mesmos;
- a "vida eterna" não é um simples prolongamento de nossa vida neste mundo; a "vida eterna" como todo o resto da linguagem religiosa, é uma metáfora, que tem conteúdo real, mas não um conteúdo "literal-descritivo".



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