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Domingo, 23 de novembro de 2008 Santos do Dia: São Clemente I (papa, mártir), São Columbano, (abade), Anfilóquio de Icônio (bispo), Clemente de Metz (bispo), Felicidade de Roma (mártir), Gregório de Girgenti (bispo), Lucrécia de Mérida (virgem, mártir), Paterniano de Fermo (bispo), Paulino de Wales (monge), Sisínio de Cízico (bispo), Trudo de Herbaye (presbítero), Vulfetrudes de Nivelle (abadessa). Primeira Leitura: Ezequiel 34, 11-12.15-17 Problemática pastoral concreta da festividade de Cristo Rei a) A origem da festa e seu contexto original. Esta festa foi estabelecida num contexto anterior ao Vaticano II, em 1925, por Pio XI, e com um espírito muito próximo ao de cristandade, quando o Vaticano expressava claramente seu desejo de que o cristianismo fosse a religião oficial, a religião dos Estados cristãos. Ao confessar a Cristo como Rei universal se queria com isso veicular o desejo de que também a Igreja fosse testemunha e participante já aqui na terra dessa realeza: uma realeza de Cristo reconhecida redundava inevitavelmente numa Igreja respeitada, favorecida pelo Estado, com alto status na sociedade, forte e organizada, que embora não pudesse já revestir-se do poder político temporal, ao menos poderia participar dele por uma relação estreita e harmoniosa com os poderes sociais. Durante muito tempo, o título de "Cristo Rei", o "reinado social do Coração de Jesus"... incluíram esses aspectos de autoexaltação da Igreja, esquecendo que a prática de Jesus de Nazaré foi muito diferente, inclusive totalmente contrária. b) O conceito de Reino-monárquico. O Reino não é hoje em dia a forma mais frequente de organização sociopolítica. A maior parte dos países são repúblicas, de diferentes rostos e os reinos que persistem já não o são em sua maior parte em sua forma clássica, mas com adaptações à mentalidade atual (por exemplo, as monarquias "parlamentares") que, ao superá-la, negam no fundo a essência mesma do que é um "reino". c) Conotação de gênero na palavra "Reino". Os grandes temas da festa de hoje e da semana a) O Reino de Deus, como conteúdo da mensagem de Jesus. Jesus nunca se proclamou Rei: pelo contrário. O que Jesus fez foi pôr-se ao serviço total do Reino, de forma que este foi o centro mesmo de sua pregação e de sua vida, a Causa pela qual deu a vida. Importa, pois, sublinhar esta identidade verdadeira de Jesus. b) A relação entre cristocentrismo e reinocentrismo. Uma certa interpretação desta festa muito comum pelos demais no cristianismo em geral propicia um cristocentrismo exagerado, absoluto, que não faz justiça à verdade da revelação, à mensagem real de Jesus, ao que disse, não ao que depois dissemos que disse. Importa, pois, pastoralmente discernir a correta hierarquia de valores, que hoje mais e mais se dá em chamar-se "reinocentrismo". c) O messianismo de Jesus. A aclamação ou a espera de Jesus como Rei se deu no contexto do messianismo: esperava-se um libertador. Hoje a prostração é tal que nem sequer se espera nada, podendo fazer da aclamação de Jesus como Rei algo bem distante do que o messias significava realmente para os que o esperavam. d) A dimensão escatológica: o final dos tempos, nosso ineludível caminhar na história, o "juízo final"... O final do ano litúrgico nos faz tematizar em nossa reflexão o final mesmo da história, e o final também de nossas vidas pessoais. Clique aqui para ver esta página no site do Serviço Bíblico O Serviço Bíblico é contra a prática de SPAM. Você optou por receber nossos e-mails em seu cadastro. Caso não queira mais receber nossos e-mails, envie um e-mail para maciel@avemaria.com.br solicitando o cancelamento. |
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