![]() |
Domingo, 19 de outubro de 2008 Santos do Dia: João de Brébeuf, Isaac Jogues (presbíteros, e Companheiros mártires), Paulo da Cruz (presbítero), Altino de Orléans (bispo, mártir), Aquilino de Evreux (bispo), Cleópatra da Síria (viúva), Desidério de Lonrey (monge), Edvino de Kildare (abade), Eustério de Salerno (bispo), Fredesvinda de Oxford (virgem), Laura de Córdova (abadessa, mártir), Lupo de Soissons (bispo), João de Rila (abade), Pedro de Alcântara (franciscano), Ptolomeu, Lúcio e um companheiro (mártires de Roma), Teofrido de Carmery (abade), Varo de Upper e seis monges do Egito (mártires), Verano de Cavaillon (bispo), Verônico, Pelágia e Companheiros (mártires de Antioquia). Primeira Leitura: Isaías 45,1.4-6 Encontramo-nos com uma passagem do chamado "Segundo Isaías" o "livro da consolação" do povo de Israel. Este dado aparentemente simples permite-nos entrar no texto com uma chave de interpretação especial. Isaías, o profeta do julgamento e do castigo, sempre tem ao final uma palavra de ânimo, de esperança, de consolação, sobretudo nestes tempos nos quais propostas alternativas são buscadas pelo sistema globalizante para eliminá-las. Javé fala a Ciro pessoa que não conhece a Deus, insiste o texto para lhe encomendar uma missão. Em outras palavras: o fato de não conhecer a Deus não é uma limitação para se ser chamado a anunciar suas palavras de consolo. O monopólio da escolha de Deus por parte de somente um povo entre todos os povos da humanidade se desmancha ante o relato do profeta. Constatamos que um "não-judeu" pode servir também de mediação adequada para a ação de Deus. Em Paulo, a realidade que Isaías apresenta como aliança é a escolha em comunidade (temos presente a obra de sua fé, os trabalhos e, sobretudo, a tenacidade de sua esperança). São as palavras de Paulo e companheiros à comunidade que se reúne em Tessalônica, que vive sob a ação do Espírito Santo. O evangelho de Mateus o mais comentado na história da Igreja e ao mesmo tempo o evangelho do qual se fez a interpretação mais dogmática e espiritualista é o marco de um texto polêmico num contorno social em que se divinizava o Imperador. O evangelho de Mateus é a primeira síntese da tradição judaica e cristã depois da destruição do Templo de Jerusalém na guerra dos anos 66-74 d.C. O texto que hoje lemos forma parte de uma série de controvérsias entre Jesus e os fariseus (e outros grupos) sobre temas como o tributo, a ressurreição dos mortos, o mandamento principal, o filho de Davi... Todas essas controvérsias têm como pano de fundo a confrontação de Jesus com a lei romana. Sob o tema do tributo, uma realidade que fazia sofrer as comunidades cristãs (nas quais se escreveu o evangelho) sob o domínio do império romano, o povo de Israel que séculos antes havia sonhado com uma sociedade como confederação de tribos, na qual o único Senhor fosse Deus, o Deus da libertação , vive agora as consequências de uma monarquia que oprime o pobre para sustentar sua estrutura. Os mais pobres eram os mais afetados pela política fiscal, pois a taxação recaía mais diretamente sobre os que trabalhavam a terra, camponeses ou meeiros. Mas olhando um pouco mais além do tributo, fixemo-nos na figura do Imperador. Roma era influenciada pelo mundo religioso do Egito e da Grécia. A relação dos romanos com aqueles deuses forma parte da estrutura comum e cotidiana da vida social: também o Imperador era tido como um deus, e Roma era uma teocracia. As comunidades cristãs que tinham optado por outra forma de entender a relação com Deus , com o Deus de Jesus, com o Abbá, não podiam entender como o imperador se apresentava como Deus, e enfrentam a religião oficial optando pelo alternativo, que neste caso era a proposta de vida em pequenas comunidades de irmãos e irmãs. Diante daquela realidade, a comunidade cristã buscava levar à prática a experiência vivida com o Mestre e nos traz ao cenário esta frase que conseguiu ser aceita como adágio popular: "a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Portanto, já nos albores da reflexão da comunidade está a consciência de que o imperador não era Deus e nunca o seria, porque Deus é amor, justiça, amor, igualdade... valores ausentes em qualquer império, de qualquer época. Com o correr do tempo o que é alternativo se transforma em oficial, e se faz necessário retomar o caminho da criatividade, da renovação. O evangelho de Mateus com sua força eclesiológica renovadora, nos impele a trabalhar incansavelmente por uma Igreja mais próxima da proposta de Jesus, mais centrada nas pessoas, nas relações entre os irmãos, e menos pendente da norma e estrutura, cuja atenção não pode ser posta acima da Justiça e da defesa dos pequenos, os prediletos de Deus. Clique aqui para ver esta página no site do Serviço Bíblico O Serviço Bíblico é contra a prática de SPAM. Você optou por receber nossos e-mails em seu cadastro. Caso não queira mais receber nossos e-mails, envie um e-mail para maciel@avemaria.com.br solicitando o cancelamento. |
![]() |

