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Domingo, 5 de outubro de 2008 Santos do Dia: São Benedito, o Negro ( religioso), Atilano de Zamora (bispo), Faustina Kowalska (religiosa), Flávia da Sicília (mártir), Jerônimo de Nevers (bispo), João de Penna (franciscano), Luís Scrosoppi (presbítero, fundador), Marcelino de Rayenne (bispo), Mateus Carrieri (presbítero, dominicano), Palmácio e Companheiros (mártires de Trèves), Plácido e Mauro (monges de Monte Cassino), Túlia de Manosque (virgem). Primeira Leitura: Isaías 5,1-7 Alguns de nós continuamos presos a um "serviço da palavra" mais apto para gerações passadas que para a sociedade atual. Pretendemos fazer ouvir uma "palavra" dissociada da realidade que vivemos, expressa em linguagem teórica, com pouco sabor da vida e da problemática do povo... A inculturação continua sendo uma "matéria pendente" para muitíssimos pregadores cristãos. Perguntamo-nos como conseguir que nosso "serviço da palavra" se inspire e se encarne nos compromissos concretos pela Vida, Justiça e Solidariedade verdadeiras, tal como se vivem no dia-a-dia... Isaías, por exemplo, não duvida em utilizar uma velha canção romântica, sobre uma vinha, para comunicar com eficácia sua mensagem. Não teme que o censurem como mau poeta romântico, ou que as pessoas pensem que seus recursos didáticos não estejam à altura requerida. Para Isaías o importante era fazer o decadente reino de Judá perceber os perigos evidentes de uma política interna exercida mediante o autoritarismo, a repressão e o imediatismo. E a maestria de seu "serviço da palavra", comprometido e vital, acessível e ao mesmo tempo profundo, ficou consagrado na "Canção da Vinha"que hoje escutamos como primeira leitura. Ocorre outro tanto com a pregação de Jesus, como podemos ver no evangelho de hoje. Jesus se vale do mesmo tema da vinha para expressar sua mensagem. Muitos grupos fanáticos consideravam que a salvação de Israel era a única meta da história. Jesus questionou duramente essa maneira de pensar, por ser superficial e excludente. Por isso, muitos líderes sectários, tanto de direita como da esquerda, consideraram que Jesus era uma ameaça. Para Jesus o Reino de Deus estava aberto a todos os seres humanos "de boa vontade", ou seja, que tivessem como valor primário de sua vida o Amor e a Justiça. O Reino é "Vida, Verdade, Justiça, Paz, Gratuidade, Amor". Por isso, não eram importantes para Jesus as diferenças raciais, de gênero ou de qualquer outro tipo: todas as pessoas "de boa vontade", todas as que estivessem dispostas a viver a solidariedade fraterna, eram convidadas. E Jesus não somente o propôs como um ideal, mas realizou-o na prática. Esta maneira de agir e de pensar acarretou-lhe graves e profundos conflitos com os grupos religiosos e políticos da época, inclusive com seus próprios discípulos. Para os homens ortodoxos esta abertura do Reino de Deus aos estrangeiros, doentes e pecadoras era absolutamente impensável. Mais ainda, eles consideravam que fora de Israel e de sua religião particular não havia salvação para mais ninguém. Consideravam-se "proprietários" do Reino de Deus. Jesus os desafia abertamente, e por meio dessa comparação com a vinha, mostra-lhes que a ortodoxia recalcitrante não conduz à salvação. O profeta da Galileia zomba das pretensões privatizadoras dos ortodoxos e lhes mostra que Deus entrega o Reino àquelas comunidades que vivem o amor e a justiça. O Reino não é propriedade privada de ninguém nem de nenhum grupo em particular. Ninguém possui um título assegurado de uma oração ou religião concreta. Toda a vida e ministério de Jesus são compromissos com a vida. Suas ações e palavras convocam todos a partilhar sua vida na nova realidade humana que a construção do Reino provoca: suas obras poderosas, sua acolhida dos excluídos, o anúncio da utopia de Deus que abre novos horizontes de esperança no coração dos pobres. Estes e outros sinais são manifestações da vontade do Pai que envia Jesus para que os filhos e filhas "tenham vida e a tenham em abundância" (João 10,10) e que, por isso, convida a celebrar o retorno do filho "que estava morto e voltou à vida" (cf. Lucas 15,32). As denúncias de Jesus, por outro lado, indicam-nos que o mensageiro do Deus da Vida não pode permitir que o ser humano esteja permanentemente torturado pelas experiências de morte. Queremos que nossa vida e nosso ministério sejam uma confissão e um testemunho de nossa fé no Deus "que ama a vida" (Sabedoria 11,26). Como seguidores de Jesus, sabemos que esta vida se manifesta e goza de plenitude quando se põe totalmente a serviço do Reino (cf. Mateus 10,39). Jesus, o Filho do homem, está disposto a dar sua vida em resgate por todos (cf. Mateus 20,28. Ninguém lhe tirou a vida; ele a entregou livremente. Com ele aprendemos que ser bom pastor é desdobrar-se pelo rebanho, dar a vida pelos irmãos (cf. João 10,11). Neste momento, devemos unir-nos a tantos cristãos e cristãs que nos últimos anos optaram por servir à vida, embora com risco de perder ou complicar a sua própria. Ao fazê-lo, prolongamos a melhor tradição cristã, confiados na intercessão de nossos irmãos e irmãs mártires. Clique aqui para ver esta página no site do Serviço Bíblico O Serviço Bíblico é contra a prática de SPAM. Você optou por receber nossos e-mails em seu cadastro. Caso não queira mais receber nossos e-mails, envie um e-mail para maciel@avemaria.com.br solicitando o cancelamento. |
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