16 de março de 2008

Servico Biblico Latino Americano

Domingo, 16 de março de 2008
Domingo de Ramos

Santos do Dia: Abraão de Emessa (eremita), Agapito de Ravena (bispo), Benta (sucedeu a Santa Clara como abadessa das clarissas em Assis, virgem), Eusébia de Hamay (abadessa), Finiano Lobhar (abade), Gregório Makar (bispo de Nicrópolis, na Armênia), Heriberto de Colônia (bispo), Hilário, Tatiano, Félix, Largo e Dionísio (mártires de Aquiléia), Juliano de Antioquia (mártir), Patrício de Auvergne (bispo).

Primeira Leitura: Isaías 50,4-7
Não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros
Salmo Responsorial: Sl 21 (22), 8-9. 17-18a. 19-20. 23-24 (R/. 2a)
Meus Deus, porque permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?
Segunda Leitura: Filipenses 2,6-11
Aniquilou-se a si mesmo.
Evangelho: Mateus 26,14 – 27,66
Este é meu sangue da aliança.

Como antecipação à Semana Santa que começamos, lemos hoje o relato completo da Paixão e Morte de Jesus segundo o evangelista Mateus, do qual transcrevemos aqui o começo. Na Sexta-Feira Santa leremos o relato segundo são João. É sabido que os quatro evangelistas nos contam este mesmo fato embora não da mesma forma. Cada um busca dar-lhe sua própria orientação teológica e pastoral, uma vez que cada evangelho é uma forma de responder às inquietações diferentes de cada comunidade.

Poderíamos esquematizar a narrativa que Mateus nos traz de um modo muito simples com a finalidade de tirar dele o melhor proveito possível para nossa reflexão. Oxalá tenhamos tempo para fazê-lo em nossos lares. Em primeiro lugar, é necessário começar a leitura no capítulo 26,1 para ter um marco de referência. Mateus ambienta estes acontecimentos na festa dos Ázimos, enfatizando a decisão dos sumos sacerdotes e dos anciãos de prender Jesus e eliminá-lo, mas não "durante as festas, para não amotinar o povo" (26,5).

Intencionalmente Mateus insere entre esta decisão e a de Judas (de colaborar com as autoridades), a passagem da unção de Jesus em Betânia; é como uma antecipação de sua aceitação por parte de um setor judaico e de sua sepultura (27,57-61).

É importante ressaltar também que à traição e à entrega por parte de Judas corresponde a cena contrastante do centurião que no momento da morte de Jesus pronuncia as palavras de reconhecimento da messianidade do Crucificado. Se Judas não pôde reconhecer em Jesus o enviado do Pai, o centurião, depois de tudo, faz a seu respeito um ato de fé: Verdadeiramente este era Filho de Deus (27,54), o qual é antecipação também do reconhecimento e da fé em Jesus por parte dos não-judeus, quer dizer, dos "pagãos", os demais povos do mundo.

A Semana Santa que hoje nós, cristãos, iniciamos com a comemoração da entrada "triunfal" de Jesus em Jerusalém e sua aclamação como Messias e rei por parte do povo humilde e simples (Mateus 21,1-10) deveria ser a ocasião mais propícia para realizar durante toda a semana um ciclo de revisão dos fundamentos de nossa fé.

É ocasião de pensar sobre a maneira pela qual temos entendido e vivido nosso cristianismo e da renovação de nosso compromisso que, como fiéis, somos convidados a vivenciar num mundo realmente ávido de um testemunho e de uma mensagem como a de Jesus.

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