9 de março de 2008

Servico Biblico Latino Americano

Domingo, 9 de março de 2008
5º Domingo da Quaresma
Santa Francisca Romana, Religiosa (Memória facultativa).

Outros Santos do Dia: Antônio de Froidemont (monge), Bosa de York (bispo), Catarina de Bolonha (clarissa, virgem), Cirion e Cândido (mártires da Armênia), Domingos Sávio (adolescente de Turim discípulo de Dom Bosco), Gregório de Nissa (bispo), Paciano de Barcelona (bispo).

Primeira Leitura: Ezequiel 37,12-14
Vou infundir em vocês meu espírito e viverão.
Salmo Responsorial: Sl 129(130), 1-2.3-4ab.5-6.7-8 (R/.7)
Mais do que os vigias que aguardam a aurora, espere Israel pelo Senhor.
Segunda Leitura: Romanos 8,8-11
O Espírito habita em vocês.
Evangelho: João 11,1-45
Eu sou a ressurreição e a vida.

Com o tema do Senhor Deus como o único dono da vida, a liturgia de hoje nos apresenta a passagem de João sobre a ressurreição ou a revivescência de Lázaro, último dos sete "sinais" com os quais João esquematiza seu evangelho.

Paradoxalmente, com este sétimo sinal de Jesus segundo a narrativa de João, relacionado com o tema da vida, fica firmada a sentença de morte para Jesus (cf. 11,50); aquele que dá a vida terá que ocultar-se dos inimigos da vida.

Deixemos de lado o conceito de Jesus como operador de prodígios, e reflitamos um pouco sobre o sentido profundo que João quer dar a esta narração.

Jesus não elimina da realidade humana, as categorias da dor e da morte física. De fato, o mais lógico e natural é que Lázaro tivesse de morrer e (conforme narra o evangelho) os chefes religiosos quisessem matar a Jesus.
Ele dá um sentido novo à dor e à morte; transmite a mensagem de que o ser humano não está condenado a um destino fatal; que sua vocação desde o próprio momento de sua criação é a vida plena que esse ser humano tem de ir construindo e no qual todos, Deus inclusive, estão empenhados.

Se o destino do homem e a mulher fosse unicamente nascer, crescer, multiplicar-se e logo morrer, então não haveria lugar para falar propriamente de um projeto divino. Contudo, não; o Deus e Pai da vida se revelou sempre empenhado em conseguir que esse ser criado à sua própria imagem e semelhança conseguisse uma qualidade de vida tal que sua passagem por este mundo fosse já um reflexo de sua vocação à vida plena.

Assim há que se entender a preocupação divina para libertar o povo da escravidão do Egito, da opressão, da injustiça. Da mesma forma se deve entender o projeto de vida de Jesus como um serviço ao ser humano. Este estava condenado por estruturas injustas a viver uma vida sem qualidade, uma vida desumanizada. Isto acontecia não somente pela exclusão do desfrute e usufruto dos bens criados, mas também pela distorção da verdadeira imagem de Deus graças a uma religião que ocultava o verdadeiro rosto paternal e misericordioso de Deus.

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