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Domingo, 24 de fevereiro de 2008 Santos do Dia: Adélia (rainha, viúva), Betto de Auxerre (monge, bispo), Edilberto (rei), João Theristus (monge), Modesto de Trèves (bispo), Montano, Lúcio e Companheiros (mártires da África), Pretextato de Rouen (bispo, mártir), Primitiva (provável mártir de Roma), Sérgio da Capadócia (presbítero, mártir). Primeira leitura: Êxodo 17,3-7 Comer e beber. Quão grande significado têm esses gestos vitais na dinâmica da fé! Comer e beber representam a diferença entre vida e morte. Mas não basta alimentar-se para chegar à plenitude da vida. É necessário dar nova dimensão, novo significado a esses gestos cotidianos de simples sobrevivência para que se convertam em caminhos de comunhão, solidariedade, fraternidade, ou seja, de vida plena. O Êxodo nos narra uma das maiores dificuldades do caminho: a obstinação do povo. A liberdade tem um preço, exige um sacrifício em linguagem dos evangelhos , uma conversão. Passar da submissão para a autonomia requer esforço adicional, mudança de mentalidade. O povo deve afastar-se de todas as práticas que conduzem à escravidão, à opressão e à dependência. E o primeiro passo é valorizar o trabalho dos próprios líderes e a capacidade que tem o simples fato de compartilhar a comida e a bebida para criar laços de comunhão. Somente o bastão da solidariedade, do trabalho comunitário e do pão compartilhado conseguiu quebrar o difícil terreno do egoísmo, do individualismo, da indiferença e da agressividade. O evangelho nos coloca diante de dilema semelhante. É uma cena completamente humana, mas também completamente "anormal". A sede de Jesus, a necessidade de água e logo a simplicidade daquela mulher são elementos importantes. Entre ambos surge algo que os une: nela, a curiosidade a respeito de Jesus; nele, a necessidade/desejo de que ela conheça o dom que lhe pode dar, e através dela ao resto de seus patrícios: a Boa Nova, o Evangelho do amor generoso de Deus, que não distingue entre habitantes deste ou daquele território, nem adoradores daqui ou de lá. À medida que Jesus responde às simples mas significativas perguntas da samaritana, o momento do anúncio definitivo se torna mais latente. Uma das características mais importantes da nova era inaugurada por Jesus é devolver aos fiéis a liberdade e a consciência de que Deus não é um ser que possa ser limitado a um lugar ou a um templo. O mais importante é o espírito e a verdade com que ele é adorado por nós; o lugar é o de menos. A samaritana é símbolo do fiel que, uma vez conhecida a mensagem de Jesus, sente o impacto da salvação. Não a guarda para si, mas por solidariedade com seus semelhantes, projeta-a e a difunde A evangelização é, então, algo mais que comunicação mecânica das palavras de Jesus; a evangelização e isso é talvez o que nos falta é a projeção vital do que produziu a Boa Nova de Jesus no coração do evangelizador. Clique aqui para ver esta página no site do Serviço Bíblico O Serviço Bíblico é contra a prática de SPAM. Você optou por receber nossos e-mails em seu cadastro. Caso não queira mais receber nossos e-mails, envie um e-mail para maciel@avemaria.com.br solicitando o cancelamento. |
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