17 de fevereiro de 2008

Servico Biblico Latino Americano

Domingo, 17 de fevereiro de 2008
2° domingo da Quaresma
Sete Santos Fundadores dos Servitas (Memória facultativa).

Outros Santos do Dia: Bento de Cagliari (monge, bispo), Constábile de Cava (abade), Donato, Secundiano, Rômulo e Companheiros (mártires de Porto Gruaro, perto de Veneza), Evermodo de Ratzeburg (monge, bispo), Faustino e Companheiros (prováveis mártires de Roma), Finan de Iona (bispo), Fintano de Clonenagh (abade), Habet-Deus de Luna (bispo, mártir), Lomano de Trim (bispo), Policrônio (bispo, mártir da Babilônia), Silvino de Auchy (monge, bispo), Teódulo e Juliano de Cesaréia (mártires).

Primeira leitura: Gênesis 12, 1-4a
A vocação de Abraão.
Salmo responsorial: Sl 32 (33), 4-5.18-19.20.22 (R/. 22)
Seja-nos manifesta, Senhor, a vossa misericórdia.
Segunda leitura:  2 Timóteo 1,8b-10
Deus nos chama e nos ilumina.
Evangelho: Mateus 17,1-9
Seu rosto resplandecerá como o sol.

O recurso pedagógico utilizado por Jesus, narrado tanto por Mateus como por Lucas (9,28-36), é para indicar que não existe glória sem sofrimento, "experiência de Deus" sem padecimento, nem ressurreição sem cruz. Assim deseja indicar o narrador através da manifestação ou pronunciamento do Pai: "Este é meu Filho querido, meu predileto. Escutem-no".

Contudo, não se trata de que no plano divino estejam incluídos como requisito indispensável a dor, o sofrimento, os padecimentos e a morte. Se assim fosse, estaríamos falando de um Deus sanguinário e cruel, que exige o sangue, em primeiro lugar de seu filho, e em geral de seus adoradores.

Nisso deve-se ter muito cuidado e ser muito claro na pastoral de nossas comunidades, já que essa argumentação tem sido a maneira implícita que se tem utilizado para justificar tanta injustiça e dor que angustiam os pobres e oprimidos da terra. A dor e a morte não fazem parte do plano divino, cujo principal objetivo é a vida. Como poderia haver duas situações contraditórias ao mesmo tempo?

As situações de antivida são as "armas" dos inimigos do projeto de Justiça e Vida proposto por Jesus. E o pior é que os que utilizam essas armas são muitas vezes "fiéis" que reagem com perseguição, ódio e rejeição precisamente em nome de Deus.

É óbvio que não será em nome do Deus bíblico da liberdade e da vida, do Deus de Jesus, mas em nome do deus que o ódio e o egoísmo vão criando à sua própria imagem e semelhança e que por desgraça tem multidões de seguidores.

Aí reside a raiz do conflito constante de Jesus com aqueles que se acreditavam defensores da religião e de Deus. Estes, como seus "defensores" de todos os tempos, não podiam senão utilizar violência, rejeição, dogmatismo, excomunhão, perseguição e eliminação ou desaparecimento. Daí que a ressurreição não pode ser vista de maneira tão simples e reduzida como o triunfo ou a demonstração do poder do Deus de Jesus sobre os que o perseguiram e o crucificaram, ou como o cumprimento de uma "segunda parte" de um suposto plano divino. Não. A ressurreição de Jesus é, de novo, a ratificação por parte do Pai de que a opção de vida de Jesus está na mesma linha com a opção de vida do projeto divino.

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