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Domingo, 9 de dezembro de 2007 Santos do Dia: São João Diego Cuauhtlatoatzin (indígena mexicano), Amônio de Latópolis (mártir), Angilramo de Cêntula (abade), Balda de Jouarre (abadessa), Basílio, Mirão e Lúcio (mártires), Budoco de Vannes (bispo), Cipriano de Genouillac (abade, mártir), Cipriano de Perigord (abade), Ciro de Pádua (bispo), Ciro de Pavia (primeiro bispo desta Igreja, mártir), Gerácio do Egito (eremita), Gorgônia de Nazianzo (irmã de São Gregório Nazianzeno e de São Cesário. Casada, mãe de três filhos), Heracliano de Pesaro (bispo), Juliano de Apamea (bispo), Leocádia de Toledo (virgem, mártir), Pedro Fourier (presbítero, fundador), Próculo de Verona (bispo), Restituto de Cartagena (mártir), Severo de Praga (bispo), Valéria de Limoges (mártir), Vítor de Piacenza (bispo). Primeira leitura: Isaías 11,1-10 A primeira leitura descreve uma maneira nova e diferente de relação da humanidade entre si e com uma ordem natural harmônica. O povo se encontra numa época em que recorda os dias bons e felizes. Mas também se lembra dos dias amargos que experimentou por culpa da direção errada de seus governantes. Houve uma época em que o povo vibrou por ter alcançado a Terra Prometida. Uma vez nela, experimentou a alegria e o bem-estar, filhos da liberdade. Mas logo começou a vivenciar uma etapa diferente. Poder-se-ia dizer que houve um retrocesso: foi a época da monarquia. Em seu bojo, veio a infidelidade a Javé. Naquele contexto, o referencial de esperança do povo hebreu passou a ser o surgimento de um rei como Davi, que corrigisse os desvios dos sucessores de seu trono. A partir de Isaías, começou a surgir a idéia da vinda de um ser extraordinário que não fosse simplesmente como Davi, mas muito mais que ele; mais propriamente, filho de Jessé, o pai de Davi. Tal personagem devia encarnar os atributos do verdadeiro rei, entendido como lugar-tenente de Deus. Se até então os reis de Israel haviam-se descuidado de seu principal dever, que era a proteção dos fracos, esse novo ramo do tronco de Jessé colocaria essa função em primeiríssimo lugar. O poema descreve-nos, além disso, que esse novo ramo seria o homem do Espírito como os profetas; mais que eles, porém, porque aqueles tinham sido movidos "temporariamente", pelo Espírito, enquanto que o descendente de Davi o possuiria permanentemente. A partir dos anúncios de Isaías, a figura do Messias iria adquirindo cada vez mais força, e isso era presságio de tempos novos e melhores. A descrição que faz o profeta sobre esse novo ambiente, essa nova harmonia entre seres humanos e a Criação provocará o surgimento de uma mentalidade nova e liberta. O Messias se definiria pela libertação que deveria ser entendida, sob todos os aspectos, tanto material quanto espiritual. Absurdas brigas, discriminações, ódios, a própria guerra teriam que desaparecer diante da presença do Messias. São Paulo ensina aos cristãos de Roma que não percam a esperança. Esta virtude afirma ele assenta-se em dois pilares fundamentais: a convivência fraterna e a escuta da palavra de Deus, registrada nas Escrituras. É muito agradável e consolador esta mensagem de Paulo, hoje. Não é raro encontrar pessoas que têm a Bíblia consigo e ouvir delas como se sentem aliviadas e consoladas nos momentos difíceis. Temos que ser mais incisivos nesse trabalho de união e partilha fraterna e a escuta da Palavra, para que esse contato com a Escritura não se torne intimista nem mágico. No evangelho, nos encontramos com João Batista atingindo, com suas palavras e seu estilo de vida, as fibras mais íntimas da sociedade de seu tempo. João encarna o tipo clássico dos profetas do Antigo Testamento, contrastando totalmente com as pessoas que andavam preocupadas com sua aparência externa. Todo Israel escuta a João, pois também estão ali os pobres, os que não vivem, na capital nem possuem fortuna, mas que no fim estão ansiosos para ouvir o que ele dizia. A proposta de João é clara: não basta saber e proclamar que se é filho de Abraão; pois também as pedras podem ser transformadas por Deus em filhos de Abraão. João começa a exigir frutos com seu batismo de água, ponto de partida para dispor-se ao batismo no Espírito que outorgará o que vem após mim e que considera tão grande que não se sente digno de desatar as sandálias dele. Este tempo do Advento é uma oportunidade propícia para pormos frente a frente João Batista e Jesus. O primeiro nos prepara, o outro nos forma de um modo único e definitivo. Clique aqui para ver esta página no site do Serviço Bíblico O Serviço Bíblico é contra a prática de SPAM. Você optou por receber nossos e-mails em seu cadastro. Caso não queira mais receber nossos e-mails, envie um e-mail para maciel@avemaria.com.br solicitando o cancelamento. |
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