25 de novembro de 2007

Servico Biblico Latino Americano

Domingo, 25 de novembro de 2007
Jesus Cristo, Rei do Universo

Santos do Dia: Santa Catarina de Alexandria, (Virgem, Mártir), Adalberto e Guido de Casauria (monges), Alano de Lavaur (abade), Erasmo de Alexandria (mártir), Imina de Karlburg (duquesa, abadessa), Jucunda de Reggio (virgem), Mercúrio de Cesaréia (mártir), Moisés de Roma (presbítero, mártir).

Primeira leitura: 2 Samuel 5, 1-13
A unção de Davi como rei de Israel
Salmo responsorial: Sl 121 (122), 1-2. 4-5 (R. cf. 1)
Que alegria quando me vieram dizer: "Vamos subir à casa do Senhor..."
Segunda leitura: Colossenses 1, 12-20
Participamos da herança do povo de Deus
Evangelho: Lucas 23,35-43
Numa inscrição, estava escrito: Este é o rei dos judeus.

Hoje, celebramos a solenidade de Cristo, Rei. Serve de preâmbulo ao tempo do Advento ou de preparação para o nascimento de Jesus. O Natal é uma pequena páscoa e se deve festejar como recordação da ação salvadora de Jesus, manifesta já desde suas mais humildes origens.
Que melhor preâmbulo que venerar hoje o rei que vem, não como os déspotas e tiranos que dominam pela força, repressão e terror, mas como o rei pacífico que para reinar nasceu e veio ao mundo (João 18,37); a cujos pés Deus submeteu tudo (1Cor 15,27); que foi coroado de glória e honra. (Hebreus 2,9) e se senta em seu trono para renovar todas as coisas (Apocalipse 21,5).

O livro de Samuel nos fala de vários eleitos do Senhor. A palavra "cristo" foi empregada originariamente para designar uma pessoa escolhida no povo de Deus e ungida para realizar uma missão ou prestar um serviço. Davi foi um deles. Ele se destacou rapidamente nas tropas do rei Saul por sua habilidade para idealizar estratégias de batalha e para guiar os homens na luta.
Os anciãos de algumas tribos de Israel, prevendo o final do inconstante rei Saul, saem em busca de um novo ungido que garanta a paz e a estabilidade. Mas Davi quer mais que Saul e utilizará a unção como um meio para concentrar o poder e não como uma oportunidade de servir a seu povo. O Antigo Testamento está cheio de ungidos (profetas, sacerdotes e reis) que foram chamados para dar vida ao povo, embora alguns deles tenham terminado abusando do poder que lhes conferia tal reconhecimento.

Hoje, entoamos um salmo ascensional, daqueles que os peregrinos cantavam em seu caminho subindo pelas montanhas da Judéia em direção ao monte Sião, sede do Templo de Jerusalém. Este canto reflete a piedade sincera do povo que confia em suas instituições e as toma como sinal das garantias que o Senhor oferece àqueles que seguem seus passos. Todavia, nem o Templo nem o palácio de Davi lograram garantir esse sonho de paz, justiça e liberdade que animou o povo desde os tempos do êxodo.

A Carta aos Colossenses e o evangelho de Lucas insistem no valor que teve para Jesus a unção recebida no batismo. A proposta central de Jesus em sua pregação foi o reino de Deus, e sua unção estava em direta relação com a realização deste desígnio. Jesus não buscou o caminho de Davi nem o de Salomão. Jesus tomou o caminho do martírio, preparado por João Batista, e com seu testemunho de vida e sua morte na cruz nos mostrou uma alternativa diferente. Todos os intentos de transformar a história, realizados a partir do controle do poder monárquico ou do acúmulo de riquezas fracassaram. Somente o caminho de Jesus teve êxito.
A solenidade de Cristo Rei nos convida a descobrir o valor da unção real, sacerdotal e profética para a defesa do projeto de Jesus.

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