18 de novembro de 2007

Servico Biblico Latino Americano

Domingo, 18 de novembro de 2007
33º Domingo do Tempo Comum

Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo, Apóstolos (Memória facultativa)

Outros Santos do Dia: Hesíquio de Antioquia (mártir), Hilda de Whitby (abadessa), Odon de Cluny (abade), rículo e seus companheiros (mártires de Senuc), Pátroclo (eremita), Romano (diácono) e Bárula (um menino), (mártires de Antioquia), Tomás de Emèse (monge).

Primeira leitura: Malaquias 3,19-20a
Um sol de justiça os iluminará
Salmo responsorial: Sl  97 (98), 5-6. 7-8. 9bc (R. 9)
Ele governará a terra com justiça, e os povos com eqüidade.
Segunda leitura: 2 Tessalonicenses 3, 7-12
Quem não trabalha, não coma.
Evangelho: Lucas 21,5-19
É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.

Malaquias é o último profeta do cânon bíblico. Sobre sua breve profecia se falou muito na época de Jesus. Malaquias (Ml 3,23) anuncia que Elias voltará antes da chegada do Messias. Marcos, na introdução de seu evangelho, cita-nos este profeta para nos indicar como João Batista e Jesus de Nazaré realizam essa profecia.
O texto que hoje lemos é um chamado à esperança. O profeta está plenamente consciente de que a história parece ser controlada por gente malvada que submete o resto da humanidade a seus caprichos de poder e acúmulo. Contudo, esta situação não é definitiva, porque a história mostra como a curto ou a longo prazo as más ações dos maus se voltam contra eles próprios ou contra seus filhos. O mal, a violência e a corrupção não dirão a última palavra na história. Fica ainda a palavra do Deus da Vida, que continua exigindo em forma inextinguível justiça e reparação. A este "sol de justiça" não haverão de ocultar as tormentosas perversidades dos poderosos nem a indiferença dos cínicos, porque sua proposta de "salvação" é fundamental para que a vida triunfe na terra.

O salmo celebra, sob a figura do rei justo, o triunfo definitivo de Deus sobre a terra. E não é um êxito que se escute no palácio, mas que ressoa em todo o mundo.A natureza se torna parte da história e , como uma assembléia, levanta sua voz para celebrar a presença de Deus na Vida.

Os seguidores de Paulo redescobrem rapidamente o risco de que na comunidade fiel houvesse pessoas que "vivem da renda", ou , como diz a carta, "muito ocupadas em fazer nada". A situação daqueles que acolhiam a nova ordem instaurada pela comunidade cristã era incerta e propícia à indecisão. Por essa razão, o exemplo de Paulo era realmente importante para a comunidade. Paulo era um trabalhador que anunciava o Evangelho. Não regateava tempo nem para evangelizar nem para ajudar a comunidade, dedicando-se a trabalhos manuais. Esta dupla dinâmica permitia que os irmãos fossem muito criativos com sua própria vida e que pudessem chegar ao máximo das possibilidades humanas.

O evangelho não faz uma série de advertências quando confundimos a religião com os edifícios que temos para a celebração da fé. Para muitos, "igreja" é mais um templo que a comunidade dos fiéis. Outros consideram a abundância ou a magnificência dos templos como sintomas de desenvolvimento, prosperidade e "boa situação" de uma religião, sem se dar conta de que uma valorização puramente numérica ou sociológica não é prova conclusiva dos valores sobre os quais se sustenta uma experiência religiosa.
Jesus põe-nos em guarda contra esse tipo de identificadores que tendem a desvirtuar ou distorcer os verdadeiros fundamentos e o valor da religião. Os templos poderão desaparecer, mas a Igreja fundada por Cristo como comunidade daqueles que crêem nele e seguem seus ensinamentos, terá sua assistência e proteção até o final dos tempos (Mateus 28,20).

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