11 de novembro de 2007

Servico Biblico Latino Americano

Domingo,  11 de novembro de 2007
32º Domingo do Tempo comum

Santos do Dia: São Martinho (Bispo), Atenodoro da Mesopotâmia (mártir), Bartolomeu de Grottaferrata (abade), Bertuíno de Malonne (monge, bispo), Menas de Alexandria (mártir), Menas de Santomena (eremita), Teodoro, o Estudita (abade), Valentim, Feliciano e Vitorino (mártires de Ravena), Verano de Lião (bispo).

Primeira leitura: 2 Macabeus 7,1-2.9-14
Deus mesmo nos ressuscitará.
Salmo responsorial: Sl 16 (17), 1. 5-6. 8b e 15 (R. 15b)
Ao despertar, me saciará vossa presença e verei a vossa face.
Segunda leitura: 2 Tessalonicenses 2,16 – 3,5
O Senhor dará forças a vocês e os preservará do mal.
Evangelho: Lucas 20,27-38
Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

Os, assim chamados, "Macabeus" foram os antepassados diretos dos Asmoneus, últimos reis de Israel. Eles se distinguiram por seu valor e sentido patriótico. Lutavam contra a alienação cultural de seu país.
A Grécia tinha invadido a Palestina, um século e meio antes. A cultura grega, com sua arte, ciência e filosofia, cativou rapidamente os jovens, que a viam como a mais alta expressão do espírito humano. Até aí a situação era tolerável.
Mas o que não se podia aceitar era a pretensão de submeter todos à mesma maneira de pensar e à mesma experiência religiosa. Ali se encontrava o "núcleo central" da cultura hebraica, a que seu povo não estava disposto a renunciar.
Esta bela história nos abre a porta para uma nova maneira de pensar que se vai impondo a Israel até o começo do primeiro século antes da era cristã: a ressurreição ou a esperança no Deus da vida.

Os seguidores de Paulo descobriram rapidamente que a força da mensagem evangélica residia na palavra e nas boas obras. "A palavra" é essa capacidade de ouvir a voz de Deus na história.
Não se trata simplesmente de soletrar o texto bíblico, mas de esquadrinhar a escritura para adquirir a sensibilidade necessária para descobrir o discreto mas decisivo caminhar de Deus na história. "As boas obras" é uma expressão bíblica muito precisa que se refere à adequação da prática do fiel ao projeto de Deus.
Uma obra boa não é uma ação isolada, mas parte de proposta mais ampla na qual se realiza a obra de Deus de diversos modos. E tudo isso se faz com a certeza de que o que fizermos transcenderá a estreita margem de nossa história particular.

O evangelho nos coloca diante de um dilema apresentado pelos saduceus: se há ressurreição, o que ocorrerá com os bens e propriedades adquiridos? Mas eles se preocupam somente com a parte comercial, porque não lhes interessam os bens futuros, mas os bens presentes, entre eles a mulher, vista como uma propriedade do varão (Êxodo, 20,17).
Jesus recupera o valor teológico da pergunta, ao colocá-la na ordem da Revelação: Deus não se manifesta aos mortos, mas a seu povo que luta na história. O Deus revelado é o Deus da vida, que resgata o abatido e o humilhado, como o fez noutra época com Moisés e o povo judaico, e agora com Jesus e seus discípulos.

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