28 de outubro de 2007

Servico Biblico Latino Americano

Domingo, 28 de outubro de 2007
30º Domingo do Tempo Comum

Santos do Dia: São Simão e São Judas Tadeu (Apóstolos), Abraão de Éfeso (bispo), Alberico de Stavelot (abade), Alfredo, o Grande (rei de Wessex, Inglaterra), Anastácia e Cirilo (mártires), Angelino de Stavelot (abade), Cirila de Roma (virgem), Dorbene de Iona (abade), Eadsin de Cantuária (bispo), Faro de Meaux (bispo), Ferrúcio de Mainz (mártir), Fidélis de Como (mártir), Godwin de Stavelot (abade), Honorato de Vercelli (bispo), Remígio de Lião (bispo), Sálvio de Normandia (eremita).

Primeira leitura: Eclesiástico 35,15b-17.20-22a
Os gritos dos pobres atravessam as nuvens.
Salmo responsorial: Sl  33 (34), 2-3. 17-18. 19 e 23 (R. 7a)
Vede, este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o livrou.
Segunda leitura: 2 Timóteo 4,6-8.16-18
Agora me aguarda a coroa merecida.
Evangelho: Lucas 18,9-14
Quem se humilha será exaltado.

Deus, justo por definição, não pode ser parcial. Contudo, a imparcialidade do Deus da Vida obriga-o a tomar partido por aqueles que a sociedade humana explora, exclui e abandona. Porque, embora pareça incrível, a imparcialidade de Deus busca restabelecer o equilíbrio nas relações humanas. O livro do Eclesiástico ou de Sirac, como se denomina em Grego, faz com que ele enfrente uma cultura nova na qual a divindade está completamente alheia à história. Os deuses gregos viviam no limbo impenetrável de seu céu e intervinham no curso dos eventos movidos por caprichos individuais. As nuvens do Olimpo eram como uma porta blindada ao clamor do povo.
Em Israel, ao contrário, a única coisa que distanciava o povo de seu Deus era o pecado; mas Deus se aproximava e tomava partido pelas vítimas. O pecado afasta do Deus de Israel, mas esse Deus se aproxima dos que são vítimas daquele pecado. Pobres, oprimidos, viúvas, órfãos sabem que seu clamor de justiça não se detém nas opacas nuvens do poder despótico do pecado humano, mas que as atravessa e chega até o Deus-juiz que não tolera a impunidade.

O salmo torna-se eco da oração do aflito. Não fala aqui um observador imparcial, mas alguém que sofre com a opressão e sabe que sua única esperança é o Deus e Senhor da história. As pessoas que sofrem experimentam a Deus como salvação, libertação e cura. Deus redime a vida dos que confiam nele. Por isso, o canto do atribulado é ao mesmo tempo um lamento e um hino à esperança.

A 2ª Carta a Timóteo pode ser considerada como um testamento de Paulo, escrito por seus discípulos. Diante da iminência da morte nas mãos dos verdugos romanos, Paulo manda uma última mensagem à sua comunidade para animá-la a se manter fiel ao testemunho de Jesus e a não se deixar arrastar pelas modas intelectuais ou pelos despotismos que se instalam na burocracia das instituições. A integridade da mensagem está enraizada na fidelidade à experiência histórica de Jesus e à capacidade de atualizá-lo, vencendo os preconceitos das culturas.

O fariseu era o protótipo do homem piedoso de sua época. Todos se dirigiam a ele e confiavam em seu bom julgamento. Jesus, sem duvidar do valor daquelas práticas em si mesmas, põe em evidência a inutilidade da piedade quando não está acompanhada da humildade diante da própria condição pecadora, e de solidariedade com os que sofrem.
A parábola é, além disso, uma nova oportunidade que Jesus emprega para desmascarar aqueles que chegariam ao ponto de assassiná-lo para tratar de manter diante do povo a hipocrisia de sua vida dupla: aparentes modelos de virtudes religiosas, enquanto por dentro estavam cheios de podridão.

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